
A Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) organizará seu próximo encontro nacional em 2012 tendo como tema central as “Transformações na População Brasileira: complexidades, incertezas e perspectivas”. A Abep divulga sua chamada de trabalhos (são 40 temas) para o XVIII Encontro Nacional que será realizado entre os dias 20 e 24 de novembro de 2012 em Águas de Lindóia no Hotel Majestic. Os 40 temas representam as áreas identificadas como prioritárias na agenda científica sobre os estudos populacionais. O período de inscrições dos resumos de propostas será de 01 de fevereiro a 16 de abril de 2012, através do hotsite do XVIII Encontro que em breve estará no ar.
Entre os 40 temas destacamos alguns, que fazem parte dos estudos da Gerontologia, a saber:
TEMA 2: Do mosaico ao caleidoscópio: as transformações e a complexidade da organização
familiar no Brasil (do período colonial ao século XX)
TEMA 4: Domicílios, famílias e condições de vida: cenários a partir de pesquisas recentes
TEMA 6: Aportes teóricos e metodológicos nas questões de gênero nos estudos de população
TEMA 23: Condições de Vida e saúde, Morbidade, e Mortalidade no Ciclo Vital
TEMA 24:Transição Epidemiológica e Impacto das Transformações Demográficas nos desafios
do Setor Saúde no Brasil
TEMA 32: Análises do Censo de 2010 e pesquisas recentes: Tendências demográficas
(des)consolidadas, movimentos migratórios, urbanização, sócio-demografia de terras
indígenas
TEMA 37: Dinâmica demográfica e políticas públicas urbanas
TEMA 39: Religião e Perspectivas Demográficas
TEMA 40: As transformações do sistema de ensino brasileiro no contexto da Transição
Demográfica: novas necessidades, novos desafios.
O tema central do evento propõe e estimula a reflexão sobre o significado e implicações das tendências demográficas recentes e futuras sobre a sociedade brasileira, que poderão ser mais bem compreendidas e detalhadas à luz dos dados do Censo Demográfico de 2010. De um modo geral, pode-se dizer que o Censo de 2010 deverá confirmar algumas tendências demográficas vislumbradas ao longo da década, a partir das estatísticas vitais, cada vez mais completas, e das pesquisas domiciliares, mais frequentes e com conteúdos mais abrangentes.
Entre essas tendências destacam-se: 1) a queda da fecundidade, cujas implicações nas mudanças da estrutura etária da população brasileira e desafios imediatos e futuros sobre várias dimensões do desenvolvimento, têm sido temas de muito debate; 2) a queda dos níveis de mortalidade, com ganhos progressivos na expectativa de vida e redução da mortalidade infantil; 3) a diminuição do volume de migrantes, ao menos em termos dos movimentos que se poderia chamar de mais longa distância (os interestaduais, por exemplo); e 4) as significativas mudanças na estrutura familiar.
Segundo informações do site da ABEP, a “complexidade” do comportamento demográfico brasileiro precisa ser mais bem compreendida, a partir da consideração das relações entre as variáveis demográficas e suas implicações na dinâmica e estrutura da população e da relação entre demografia e sociedade; neste sentido torna-se essencial conhecer a fundo a dinâmica demográfica, suas características e, particularmente, os diferenciais sociais, econômicos e espaciais.
Avaliar e especificar as “incertezas” que ainda se tem sobre certas tendências demográficas e seus impactos imediatos e futuros é sem dúvida tarefa fundamental para melhor nos preparamos para os desafios vindouros. Estamos aproveitando bem as oportunidades que a dinâmica demográfica atual oferece para avanço social no país? Continuaremos com a fecundidade em queda? E a nova cara da família brasileira, que impactos tem e terá sobre nossa sociedade? Sobre as tendências migratórias atuais, qual o seu real significado, o que se pode esperar, haverá mudanças de tendências, que tipos de movimentos ganharam força e que regiões serão privilegiadas? Pode-se dizer que paralelo ao grande conhecimento que se tem sobre a demografia brasileira ainda persistem várias dúvidas, muitas delas vitais para se pensar o planejamento e políticas públicas.
Discutir as “perspectivas” não apenas à luz do que virá, mas do que já está vigente e, sobretudo, como se está lidando com isso, será outra grande oportunidade oferecida pelo Encontro Nacional. Para além do conhecimento científico dos fenômenos demográficos, a ABEP preocupa-se também com os desdobramentos e contribuições que estudos e avanços interpretativos terão no sentido de se construir uma sociedade mais justa e equitativa.
InformaçõesOs interessados nessas temáticas poderão obter maiores informações no site da Associação:
http://www.abep.org.br/usuario/GerenciaNavegacao.php?caderno_id=896&nivel=2