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Frente e Verso – Compaixonar-se
“O outro – nosso semelhante –
deixa de existir quando o centro do Universo está,
precisamento, no próprio umbigo. Sem a capacidade de tentar
compreender a abissal complexidade do ser humano e suas
diferentes manifestações, o único parâmetro que se tem para
medir os acontecimentos é o imperativo categórico perverso do
nosso narcisismo. É aquele que nos incita a pensar que somos
imortais, que nada pode nos afetar, que as doenças, a dor e a
morte foram feitas para os outros. Estamos eximidos dessas
coisas depressivas. Os outros morrem, nós, jamais.” |