Caríssimos membros da Diretoria da ANGRJ – Associação Nacional de Gerontologia do Rio de Janeiro, representantes de Espaços públicos, de Secretarias de Estado, entidades, empresas e outros. A ANGRJ, em razão de alguns projetos estarem tramitando no Congresso nacional com o objetivo de Regulamentar a Profissão de Cuidador, convida a todos e todas para uma Reunião para tratar dos Projetos de lei que pretendem regulamentar a Profissão de Cuidador e encaminhar propostas e/ou sugestões que melhorem tais Projetos.
Até a aprovação de um dos Projetos não devemos nos omitir de opinar e sugerir sobre os respectivos projetos. A Reunião será no dia 16 de fevereiro às 13 horas, em sua sede: Avenida General Justo, 275 - Sala 515 (Entrada pela Portaria B, Travessa General Justo).
Prezados (as), é lamentável a maneira como certas empresas lançam mão de recursos deprimentes para vender seus produtos. Veja o caso da Renault. A propaganda do automóvel Logan que insinua que a sogra vai viajar no porta malas é muito ruim e tendenciosa. Penso que a Renault não precisa usar de discriminação contra pessoa idosa para vender seus produtos. Condeno também a empresa de marketing que desenvolveu a peça publicitária infeliz, assim como também a emissora de TV que a veicula. ?Estava pensando em trocar de carro por algum modelo da Renault mas agora vou pensar melhor, pois é preciso prestigiar empresas que tenham entre seus valores cultivar o respeito a todas as pessoas, principalmente às Idosas.
Veja o que diz a Lei Federal nº 10741/03 no seu artigo105: "Exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso. Pena - detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa."
Entrem no site da Renault (http://www.renault.com.br/fale-conosco.aspx) e deixem uma mensagem de desagrado sobre a infeliz propaganda que atinge a dignidade da pessoa idosa!
(*)Araújo CEI/PR – Conselho Estadual do idoso - Paraná?e?Therezinha CEI/SP – Conselho Estadual do idoso – São Paulo
Nota da Redação
Quem não assistiu ainda a propaganda, poderá ver clicando no link a seguir:
http://www.youtube.com/watch?v=S8r_RpvWGzw
E não deixe de colocar seu comentário abaixo! Se fosse uma criança teria a mesma repercussão?
O Brasil continua entrosado e atento à questão do envelhecimento. Em setembro de 2008, na primeira reunião de seguimento da Declaração de Brasília para a América Latina e Caribe, relativa ao envelhecimento, foi apresentada, pela Associação dos membros do Ministério Público de Defesa do Idoso e Pessoas com Deficiência-AMPID, minuta de uma Convenção.
A Argentina levou esta minuta e discutiu-a no país. Fez a II reunião em maio de 2009 e a III foi realizada em outubro do mesmo ano pelo governo Chileno, com apoio da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe.
É difícil não gostar do Ricardo Kotscho. Afinal, são 63 anos de vida e 47 de jornalismo defendendo (e praticando) a fraternidade, a justiça, a igualdade... Do outro lado, ainda bem, Kotscho não é unanimidade. Os que exploram o trabalho escravo, ou o infantil, os que vivem envoltos em nuvens de mordomias, os não solidários, os gananciosos, os que apregoam a desesperança, esses nunca gostaram do seu jeito simples de ser, de ver a vida, de denunciar as mazelas.
Além de ter passado (e marcado sobremaneira essa passagem) pelos mais distintos órgãos da imprensa brasileira (Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, revistas e jornais, “exceto a Veja”, frisa), foi assessor de imprensa do ex-presidente Lula em campanhas eleitorais. Eleito, Lula o convidou para ser secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.
Escreveu 20 livros. Em um deles, publicado em 2006, “Uma vida de repórter – do golpe ao Planalto”, relata as quase cinco décadas de jornalismo.
Casado com a socióloga Mara Kotscho, pai de Mariana e Carolina, avô de Laura, Isabel e André, é torcedor fanático do São Paulo, de andar pelas ruas com a camisa do seu time.
Aceitou imediatamente ser entrevistado para o Portal do Envelhecimento. Perguntas e respostas, por e-mail, foram enviadas e recebidas em apenas em dois dias – 12 e 13 dezembro.
Portal - O que é chegar aos 63 anos?
Ricardo Kotscho - Não é fácil, isso posso garantir. Na verdade, nunca me preparei realmente para nada. Fui vivendo, apenas vivendo.
Sem muitas preocupações?
-Dando para pagar as contas em dia e fazer o que eu gosto, que é escrever, sempre esteve bom.
Já está aposentado?
- Sim, estou aposentado há 14 anos, mas continuo trabalhando em três empregos: sou blogueiro do portal R7, comentarista político do jornal da Record News e repórter da revista Brasileiros.
Atividade intensa...
- E, além disso, faço muitas palestras, participo de debates etc. Na verdade, não posso reclamar da vida.
A palavra “envelhecimento” a que o remete?
- Imediatamente, quando se percebe que o caminho pela frente vai encurtando, e o já percorrido vai ficando maior.
Com reflexos no corpo...
- No desempenho geral. Esse desempenho já não corresponde ao desejo, o corpo já não acompanha a cabeça, e a alma de vez em quando fica cansada. O grande filósofo nacional William Bonner, disse que “ficar velho é uma merda”. Anos atrás, a grande atriz Tonia Carrero falou mais ou menos a mesma coisa, e concluiu que “a opção é pior”.
Qual opção?
- A repórter quis saber, e a Tônia sorriu: “A opção, minha filha, é morrer...”.

Há mais fatos que mostram que o caminho percorrido está maior?
- Às vezes tenho a impressão de que tudo vai ficando velho, não só eu. Vamos perdendo as referências: a igreja, o partido, o time de futebol, o sindicato, as turmas de amigos, o bar da esquina, as manchetes dos jornais.
Ribeirão Pires é uma das 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, pertence ao Grande ABC, conta com uma população total de 113.043 habitantes, destes 10.772 são idosos (censo 2010). Na entrada da cidade nos deparamos com a obra que é uma visão futurística de São José, padroeiro da cidade.
Sr. Josias é Conselheiro Municipal de Saúde de Ribeirão Pires (segmento usuário) fala ao Portal: “Liberdade, eu não sei se posso dizer o que é liberdade, desculpe, mas nesse país que nós vivemos, nem tudo você pode dizer. Você tem um limite. Eu acho assim, se eu pudesse falar tudo que eu sinto, eu falaria. Estou há 12 anos no Conselho e vejo que o atendimento aos idosos no geral é precário”.
Portal: Quais ações que o Sr. realiza no Conselho?
Eu vou, observo, eu escrevo o que está acontecendo, principalmente se o idoso fala: Josias, a doutora me atendeu mal, a recepção me atendeu mal. Procuro primeiro a pessoa que sou subordinado a ela, digo, olha, a recepção atendeu mal, enfim, levo ao conhecimento dela, duas, três vezes. Se não consigo nada, eu escrevo e mando para a Secretaria da Saúde tomar as providências. Acho muito errado um idoso chegar, já vai debilitado para o Centro Médico, ser mal atendido pela recepção ou pelo corpo médico e é o que temos visto todos os dias. E eu reclamo, reclamo e não muda nada. E eu não aceito. Por isso as pessoas me chamam de cricri... eu sei o que é ficar dez, vinte minutos numa fila de espera usando bengala. Chegar à recepção e ser destratado, eu não aceito isso em hipótese nenhuma. Minha briga é essa. Eu queria que mudasse. Se eu saio da minha casa, como vocês saíram hoje para fazer um trabalho, se vocês não querem trabalhar, fiquem em casa, mas não vão levar os problemas de casa para o trabalho e descarregar nos outros. No idoso, mas não só no idoso, na criança, no adulto, eu não aceito.
Portal: Fale um pouco sobre seu trabalho
Na Pastoral fazemos um trabalho sério, de acompanhamento a idosos, principalmente os acamados, porque quando um idoso, que estava no hospital, recebe alta: o problema se torna da família. É uma luta. Relatamos a visita, e procuramos ajudar da melhor maneira possível, porque a Pastoral, em si, não oferece quase nada. Agora como conselheira do idoso soube que vai ter uma verba, e gostaríamos que essa verba seja aproveitada da melhor maneira possível. Se vier uma verba da prefeitura, tem o pessoal que joga vôlei, faz campeonatos, que tomam a frente para serem beneficiados. Eu questionei, disse que o idoso acamado não pode fazer nada disso. A gente tem que ter essa consciência. Eu posso, mas tenho que lembrar aquele que não pode. É preciso ter esse acompanhamento, por exemplo, tem idoso que tem sua aposentadoria, mas o próprio parente não faz nada para o idoso; ele pega o dinheirinho dele, dá o mínimo do mínimo para o idoso e o restante fica com ele. A gente procura trabalhar nesse sentido. Eu posso ter um lazer, mas ao mesmo tempo contribuir para aquele que não pode. A gente faz campanha pela Pastoral para arrecadar fralda e alimento para o idoso acamado, e não é justo que quando a Prefeitura receber a verba esse dinheiro não beneficie todos os idosos, acamados ou não.
14/11/2011 18:34:48 achei otimo ter encontrado atrves da rede vida este sitio muito bom vou me enturmar abraços