ABRAZ inaugura sede em Caxias do Sul

 

Associação Brasileira de Alzheimer, entidade sem fins lucrativos, atua na área da educação em saúde e é formada por familiares de portadores da doença de alzheimer, profissionais das áreas da saúde, humanas, sociais e voluntários. Com diversos núcleos espalhados por todo país, a Associação terá uma sede também em Caxias do Sul.


Na cidade, a iniciativa de criar o núcleo, partiu de três profissionais: Silvana Poltronieri – Enfermeira, Fernanda Ortiz - Psicóloga com especialização em Luto, e Carolina Meneghetti – Psicóloga, com formação psicanalítica e MBA em Gestão de Pessoas. A subrregional da ABRAz Caxias do Sul está situada na Rua Visconde de Pelotas, 603, Centro, sala 601.


Silvana Poltronieri será a Coordenadora Geral da Subrregional Caxias do Sul, enquanto Fernanda Ortiz responderá pela Coordenação Científica e Carolina Meneghetti será a Psicóloga de Grupo. De acordo com Silvana, a intenção de fundar o núcleo na cidade, tem como objetivo “oportunizar aos cuidadores e profissionais que atendem a pacientes portadores, através de um trabalho voluntário, a troca de experiências e informações sobre a doença de alzheimer, a fim de facilitar e aperfeiçoar o atendimento”.


A estrutura da ABRAz em Caxias do Sul disponibilizará também aos interessados, acompanhamentos com psiquiatra, enfermeira, assistente social, filósofo, nutricionista e neurologista. Também serão oferecidas avaliações para capacitação de cuidadoras.


Os trabalhos em grupo acontecerão quinzenalmente, aos sábados, a partir das 14h. Casas Asilares e instituições que atendem à terceira idade já estão sendo convidadas a participar dos encontros. A dinâmica será informativa e terapêutica. O trabalho é voluntário e não há custo algum aos interessados. Cada grupo comportará o número-limite de 20 pessoas. As inscrições podem ser feitas por telefone, através do número 8111-7846. O telefone servirá também para atendimento de emergências, com serviço de plantão 24 horas.


Sobre a doença ou mal de Alzheimer


Em geral, ela acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem. Entretanto, pode atingir inicialmente outras regiões do cérebro, comprometendo assim outras funções. A causa da doença ainda é desconhecida e, embora ainda não haja medicações curativas, já existem drogas que atuam no cérebro tentando bloquear sua evolução, podendo, em alguns casos, manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior. Seu médico é o melhor conselheiro e apenas ele é capaz de avaliar a necessidade do uso dessas medicações. É importante que você saiba que, apesar de não haver tratamento curativo, podemos fazer muito em prol desses pacientes através de cuidados específicos e dirigidos a cada fase evolutiva, melhorando em muito a qualidade de vida dessas pessoas.


A DA recebeu este nome depois que o Dr. Alois Alzheimer descreveu, em 1906, as mudanças ocorridas no tecido cerebral de uma mulher que faleceu em decorrência do que era conhecido como uma forma de doença mental no idoso. Essas mudanças hoje são reconhecidas como características da alteração do tecido cerebral na doença de Alzheimer.


A DA afeta todos os grupos da sociedade, não tendo influência a classe social, o sexo, o grupo étnico ou a localização geográfica. Embora a DA seja mais comum em pessoas idosas, também as pessoas jovens podem ser afetadas.

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Fonte: Pauta Social, 28/9/2007. Disponível em: http://www.pautasocial.com.br/pauta.asp?idPauta=16389