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A
musicoterapia atuando na
qualidade de
vida do
idoso
institucionalizado -
caminhando pela psicogerontologia*
Por Luisiana Baldini França Passarini -
pesquisadora mentora
Diretamente para o Portal
Durante
o
curso
de
graduação
em
Musicoterapia
iniciei
minha
prática
clínica
através
dos
estágios.
Desde
o
ano
de 2004,
que corresponde ao
terceiro
ano
de
minha
graduação,
atuo
em
locais conveniados
com
a
faculdade,
dentre
as
quais
há uma
instituição
particular
para
idosos,
com
aproximadamente quarenta moradores na
faixa
etária
de 55 a 93
anos. Desses,
em
virtude
das
dificuldades
de
locomoção
até
os
locais
de atendimento,
apenas vinte e
cinco
participam das
sessões de
musicoterapia.
O
trabalho
é
desenvolvido
em
parceria
com
a
musicoterapeuta
Thaís Politansky Cervi. A
prática
clínica
com
este
público
nos
fez
refletir
sobre
suas
necessidades
terapêuticas
e
sobre
suas
reais
possibilidades de
mudança e
conseqüente
melhora,
em
virtude
do
espaço
físico
de
que
dispunham, das
regras e
horários
da
instituição,
de
suas
condições
gerais
de
saúde
e da
forma
possível
de atendimento –
musicoterapia
em
grupo.
Apesar
de
tentar
utilizar
critérios
de
saúde
física
e
nível
de comprometimento
mental,
previamente planejados
para
determinarmos os
grupos de atendimento, acabamos cedendo à
organização
dos
subgrupos
que
já
existiam na
casa
para
não
interferir
bruscamente
na
rotina
e nas
relações
interpessoais
dos
idosos.
A
formação
desses
subgrupos tem
relação
com
o
local
da
casa
onde
preferem
passar
o
dia.
Sendo
assim, atendemos
desde
então
três
grupos
em
horários
subseqüentes
e
locais
diferentes.
Os
grupos
assim
estabelecidos
são
semi-abertos (alguns
velhos
se deslocam
para o
local
onde
está
outro
grupo) e
heterogêneos
quanto
às
condições
de
saúde
física
e
mental.
Analisando as
características
desta
clientela,
elaboramos
hipóteses
sobre
os
objetivos
dos atendimentos. Concordamos
que
a
contribuição
mais
significativa
para
estes
idosos
era
trabalharmos
aspectos
que
estivessem relacionados
com
o
bem-estar
e a
qualidade
de
vida
deles. A
musicoterapia,
vista
no
meio
científico
como
nova
área
do
conhecimento,
pode
atuar
em
diversas
áreas
da
saúde
e
bem
estar
do
indivíduo,
promovendo a
melhora
na
qualidade
de
vida
através
da
utilização
correta
de
elementos
musicais
como
ritmo,
melodia
e
som,
feita
por
um
profissional
qualificado.
Segundo
a World Federation of Music Therapy (Federação
Mundial de
Musicoterapia):
Musicoterapia é a
utilização da
música e/ou dos
elementos musicais (som,
ritmo,
melodia e
harmonia)
por
um
musicoterapeuta
e
pelo
cliente
ou
grupo,
em
um
processo
estruturado
para
facilitar
e
promover
a
comunicação,
o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a
expressão e a
organização (física,
emocional,
mental,
social
e cognitiva)
para
desenvolver
potenciais
e
desenvolver
ou
recuperar
funções
do
indivíduo
de
forma
que
ele
possa
alcançar
melhor
integração
intra e
interpessoal
e
conseqüentemente
uma
melhor
qualidade
de
vida.(Bruscia,
2000:286).
O
presente
trabalho
pretende
justificar
e
fundamentar
o atendimento musicoterapêutico
desenvolvido
com
o
idoso
institucionalizado, mostrando
que
os
objetivos
propostos e trabalhados
dentro
do
processo
musicoterapêutico contribuem
para
melhorar
sua
qualidade
de
vida.
Para
tal
serão
feitas,
sob
o
olhar
da psicogerontologia, a
conceituação
de
qualidade
de
vida,
uma
reflexão
sobre
o
idoso
que
vive na
instituição
e uma
breve
explanação
sobre
Musicoterapia
e algumas
técnicas
que
podem
ser
utilizadas
para
alcançar
os
objetivos
propostos no
trabalho.
Segundo Neri (2001, p.162), “...
em
qualquer
momento
do
ciclo
vital
e
em
qualquer
sociedade,
qualidade
de
vida
é
um
fenômeno
de várias
faces
e,
assim,
é
mais
bem
descrito
por
intermédio
de
um
construto multidimensional...”,
ou
seja, a avaliação da
qualidade
de
vida
está atrelada à
aspectos
biológicos,
psicológicos
e
sociais
de
cada
indivíduo
e
suas
relações
com
o
meio
físico
e
social
no
tempo
passado,
presente
e
futuro;
tem a
ver
com
aquilo
que
é tido
como
o
ideal
e o desejável
para
o “bem-estar”
do
ponto
de
vista
do
indivíduo
e da
sociedade.
Em
gerontologia
existe
um
modelo
de
qualidade
de
vida
na velhice, proposto
por
Lawton,
que
se baseia
em
quatro
pilares
–
competência
comportamental,
condições
ambientais,
qualidade
de
vida
percebida e
bem-estar
subjetivo
do
idoso.
Este
modelo
propõe
avaliar
todos
os
aspectos
ambientais,
sociais
e de
saúde
que
se inter-relacionam
para
contribuir
com
a
qualidade
de
vida
como
será
visto
a
seguir.
No
âmbito
da
competência
comportamental leva-se
em
conta
a
saúde
física
(órgãos
e
sistemas),
a funcionalidade
física
(mobilidade,
força,
coordenação,
etc.), a
capacidade
em
realizar
as AVDs (atividades
da
vida
diária
como
arrumar-se,
comer,
usar
o
toalete,
andar
,
tomar
banho,
etc.) , as AIVDs (atividades
instrumentais da
vida
diária
como
cozinhar,
fazer
compras,
transportar-se,
manter
a
saúde,
etc.), a
cognição,
o
comportamento
social
e a
utilização
do
tempo.
Ainda
neste
âmbito,
M. Baltes
propõe
um
modelo
bidimensional
para
as
competências
comportamentais,
onde
se levam
em
conta
a
independência
e a
autonomia.
A
primeira
diz
respeito
ao
que
o
autor
chama
competências
básicas
e inclui
atividades
relacionadas ao autocuidado e à
sobrevivência.
A
segunda
seria o
que
ele
chama
competências
expandidas e inclui
atividades
que
colocam a
pessoa
em
contato
com
o
ambiente
físico
e
social
externo,
atividades
sociais
e
atividades
de
lazer
escolhidas
pela
pessoa.
Sugere
ainda
que
a frequência e a
duração
dos
períodos
de
sono
e
vigília
também
são
fatores
que
contribuem
para
a
qualidade
de
vida
posto
que
são
indicadores
de
saúde
física
e
mental
do
idoso
(Neri, 2001).
Quanto
às
condições
ambientais,
elas têm
relação
direta
com
o
bem-estar
percebido
pelo
indivíduo.
O
ambiente
em
que
vive o
idoso deve
ser
adaptado às
suas
capacidades
físicas
e
suas
competências
comportamentais
para
que
seu
cotidiano
seja
mais
agradável
e
confortável.
Deve-se
atentar
para
a
disposição
dos
móveis
e
objetos,
para
a
iluminação
e
para
a
segurança
em
relação
aos
calçados.
Estas
providências devem
ser
tomadas
pelo
idoso
(quando
lhe
for
possível)
ou
pelos
cuidadores e/ou
familiares.
Elas
possibilitam a
promoção da
autonomia
e da
independência,
estimulam o
funcionamento
físico
e
psicossocial,
previnem
acidentes,
incapacidades
geradas
por
estes, atenuam o
medo
e a
insegurança.
Segundo
Neri (2001, p.168) “A
adoção de
providências
que visem
facilitar
e
promover
a
interação
física,
social e
psicológica
do
idoso
com o
ambiente
pode
aumentar a
sua
eficácia e
assim
a
qualidade
de
vida
real e
percebida do
idoso”.
A
qualidade
de
vida
percebida é a avaliação
subjetiva
que
a
pessoa
faz de
seu
funcionamento
nas
competências
comportamentais,
ou
seja, é
um
dado
subjetivo
que
depende de
fatores
como:
saúde
percebida,
doenças,
dor
e
desconforto
relatados, alterações percebidas na
cognição
e auto-eficácia
para
questões
físicas
e cognitivas. Esta avaliação está relacionada
com a
convicção
da
pessoa
em
relação
à
sua
capacidade
para
executar
comportamentos
que
produzam o
resultado
esperado (crença
de auto-eficácia)
como
denomina Bandura
.
Segundo
Neri (2001 p.169). “... as
crenças
de auto-eficácia
são
importantes
determinantes
de
desempenhos
físicos
e
intelectuais
e de
bem-estar
subjetivo
na velhice
normal
e na velhice
patológica”.
Como
quarto
pilar
para
a avaliação da
qualidade
de
vida
estaria
então o
bem-estar
subjetivo,
que
reflete a avaliação
pessoal
sobre
as
relações
entre
competência
comportamental,
condições
ambientais e
qualidade
de
vida
percebida,
ou
seja,
como
a
vida
é aos
olhos do
sujeito.
Ainda
segundo
a
mesma
autora, há
três
aspectos
centrais
na avaliação do
bem-estar
subjetivo:
1.as
medidas do
bem-estar
subjetivo
incluem
tanto avaliação
global
quanto
avaliações
particulares
referenciadas a
domínios,
tais
como
saúde
física
e cognitiva,
sexualidade,
relações
sociais,
relações
familiares
e
espiritualidade;
2.o
bem-estar
subjetivo
inclui
medidas cognitivas
e
emocionais.
Dentre
as primeiras, as
mais conhecidas
são
a
satisfação
global
com
a
vida
e a
satisfação
referenciada a
domínios
selecionados.
Entre
as segundas, as
mais
comuns
são
as
medidas
emocionais
ou
afetivas, referenciadas a
valores
positivos
e
negativos.
3.pertence ao
âmbito
da
experiência
privada
(Neri, 2001: 170).
Diante
de
tais
reflexões
sobre
o
que
seria
qualidade
de
vida
na velhice, faz-se
necessária
a
adequação
destes
conceitos ao
idoso institucionalizado.
Segundo
Zimerman (2000, p.94), “... as
instituições
são uma
resposta
à
sociedade,
que
precisa
desenvolver
mecanismos
para
lidar
com os
problemas
criados
por
ela
própria”.
Ainda
segundo
a autora, a
necessidade
de
privar
o
velho
do
convívio
familiar
constante
e de encaminhá-lo à
instituição
vem de
dificuldades
econômicas, da
convivência
difícil
com
alguns
deles, da
incapacidade
da
família
de
propiciar
um
ambiente
agradável
para
o
velho,
em
algumas
situações,
pela
falta
de
família
e
principalmente
pelo
papel
que
o
idoso
tem
hoje
na
sociedade.
O
velho nas
sociedades
tradicionais representava a
sabedoria,
a
paciência
e os
valores da
ancestralidade,
que
transmitidos
oralmente,
eram sinalizadores dos
caminhos a serem seguidos
pelos
mais
jovens.
A
partir
da
revolução
industrial,
o
indivíduo
passa
a
ter
valor
por
aquilo
que
produz.
Segundo Goldfarb
(1998, p.25), “... os
valores
tradicionais
vão
se perdendo
em
favor
de uma
sociedade
individualista
onde o
velho,
por
não
ser
reprodutor
de
vida
nem de
produtor
de
riqueza,
nada
vale; o
valor
social da
velhice
passa
então a
ser
associado
à
inutilidade
e
decrepitude”.
Apesar
de
haver
instituições
que
oferecem
muito
conforto
e
afetividade,
a
internação
do
idoso
afeta
diretamente
fatores
determinantes
de
sua
qualidade
de
vida.
São alteradas as
condições
ambientais (o
velho tem
que
se
adequar
ao
espaço
físico
oferecido
pela
instituição,
aos
horários e à
rotina
da
mesma),
a
rede
de
relações
sociais
(passa
a
conviver
com
pessoas
que
possuem
diferentes
condições
econômicas, culturais,
sociais e religiosas) e perde
contato
com
o
mundo
externo.
O afastamento
familiar
que
geralmente
ocorre, contribui
para
a
depressão
e os
problemas de
saúde
em
geral
(Zimerman, 2000). As
competências
comportamentais ficam sujeitas,
além das
condições
de
saúde,
à
passividade
que
naturalmente
é
imposta
ao
idoso.
Espera-se
que
o
velho
seja
um
indivíduo
acomodado,
cordato
e
passivo;
quando
age desta
maneira é elogiado e recompensado
por
cooperar
com
o cuidador, o
que
resulta na
inibição
do
comportamento
e na
diminuição das
habilidades
físicas
e
mentais
do
idoso,
podendo torna-lo
dependente.
O
sentimento
de
dependência
somado ao
sentimento
de
perda
de
controle
e à
descrença
na auto-eficácia afetam a
autonomia
de
modo
geral;
podem
derivar
de
fatores
como
doença
crônica,
necessidade
de
ajuda de outras
pessoas
para
a
realização
das AVDs e
perda de
familiares
e
amigos
(Goldstein, 2000).
Segundo
Erbolato (2000),
diretamente
relacionada à
crença na auto-eficácia (capacidade
para
resolver
problemas),
está a auto-estima. A auto-estima é a
forma
como
o
sujeito
se avalia
qualitativamente,
ou
seja, o
quanto
gosta de
si
mesmo.
O
gostar
de
si
mesmo
só
pode
existir
se o
sujeito
percebe-se
como
ser
único
e diferenciado; se
ele
possui uma
identidade.
Desde
que
um
indivíduo
nasce
ele tem
experiências
sociais,
psicológicas e ambientais
que
lhe
permitem diferenciar-se e
assim identificar-se
como
uma
imagem
que
é
por
ele
avaliada; o
sujeito tem
idéias
objetivas
a
respeito
desta
imagem/identidade
(autoconceito) e
idéias subjetivas (auto-estima).
Para
Erbolato (2000, p.37), ”... parece
claro
que,
para o
desenvolvimento
da auto-estima,
primeiro
precisamos
definir
quem
somos”. Se o
sujeito
(velho)
não
acredita
em
sua
capacidade
de
realização
(auto-eficácia),
sua
auto-estima fica rebaixada e
assim
seu
autoconceito e
identidade
são
abalados;
conseqüentemente
sua
percepção
de
qualidade
de
vida
e
seu
bem
estar
subjetivo
também.
A
explanação
sobre
todos
estes
conceitos
e
condições
de
vida
mostra
que
os “quatro
pilares”
do
modelo
de
qualidade
de
vida
na velhice (descrito
anteriormente)
estão abalados na
vida do
idoso
institucionalizado. O
trabalho
de
Musicoterapia
desenvolvido
é
fundamentado
na
tentativa
de
melhorar a
qualidade
de
vida
deste;
objetiva
resgatar
a
identidade
social
e
individual,
estimular
a
autonomia,
a
independência
e a
elevação
da auto-estima,
trabalhar
a
cognição,
estimular
a
expressão
corporo-sonoro-musical e
trabalhar
as
relações
intra e
interpessoais no
grupo,
principalmente
através
do
resgate
da
memória
autobiográfica.
O
trabalho
é realizado
com
as
músicas
escolhidas
pelos
pacientes,
ou
seja,
músicas
que
fazem
parte
de
seu
histórico-sonoro-musical (desde a
infância
até
os
dias
atuais)
propiciando
assim
lembranças
de
fatos
e
épocas
de
suas
vidas.
Segundo
Souza (2002, p.875) “...um
repertório
não
só
representa a
vida
sonoro-musical
individual
e as
vivências
e
emoções
mais
pessoais,
mas
é
também o
fio
condutor
que
transpassa uma
coletividade,
várias
épocas
e o
próprio
tempo.”
Utilizando
este
repertório,
através
das
técnicas
musicoterapêuticas, o
idoso é
levado
a re-vivenciar
vários
fatos
de
sua
vida;
sua
memória
é
ativada,
sua
história
e
sua
identidade
“re-afirmadas” e as
emoções atreladas a estas
lembranças
são
resignificadas.
Segundo Goldfarb (2004, p.4) “...a
emoção
atual
achará
sua
causa
e a
passada
sua
resignificação”.
As
técnicas musicoterapêuticas
ou
experiências
musicais
mais utilizadas no
trabalho
são
a re-criação musical e a
audição musical. A re-criação inclui
atividades
musicais de
execução,
reprodução,
transformação e
interpretação.
O
paciente
pode
utilizar
instrumentos
para
acompanhar
uma
gravação
ou
música
ao
vivo,
cantar
lendo a
letra
ou
acompanhando uma
gravação,
canções
solo
ou
participar
de
jogos
musicais. A re-criação facilita o
desenvolvimento
de
habilidades
sensório-motoras,
melhora a
atenção,
orientação
e
memória,
promove a
integração
do
grupo
e
ajuda
o
paciente
a
desempenhar
papéis
específicos nas
várias
situações
interpessoais.
A
audição (experiência
receptiva)
pode
ser
com
música
ao
vivo
ou
gravação.
Enfoca
aspectos
físicos,
emocionais
e
intelectuais
do
paciente.
O
paciente
ouve
música e responde
de
forma
silenciosa,
verbalmente
ou
através
de
outra
modalidade.
Alguns
dos
objetivos
terapêuticos
são
promover
a receptividade,
evocar
estados
afetivos,
estimular
(ou
relaxar)
e
facilitar
a
memória
e as
reminiscências (Bruscia,
2000).
Em
todas estas
atividades
os
pacientes
interagem
com
as musicoterapeutas e
com
o
grupo
através
da
produção
sonora,
seja
ela instrumental,
vocal
ou
corporal,
o
que
contribui
para
a
integração
grupal. Os
instrumentos
oferecidos
são
colocados no
centro
do setting e o
idoso faz a
escolha
de
tocar
(ele
mesmo
escolhe
seu
instrumento)
ou
não;
é
um
momento
onde
pode
explorar
sua
independência,
sua
autonomia
e
sua
criatividade.
São
respeitados os
limites
individuais
e é trabalhada a
aceitação
destes
limites
através
das diversas possibilidades de
expressão
sonoro-musical oferecidas.
Cada
paciente
tem
sua
identidade
musical reconhecida
dentro do
grupo
e
conseqüentemente
existe uma
identidade
musical grupal
que
diferencia
um
grupo
do
outro.
Os
pacientes
gravemente
comprometidos (alguns
casos
de AVC e
demência) podem
parecer
não
se
beneficiar
da
musicoterapia
grupal.
Contudo,
não
sabemos se estariam se beneficiando
subjetivamente
da
integração
grupal.
Por
tal
motivo,
há uma
tendência de se
indicar
o atendimento
individual
para
que
fossem obtidos
resultados
significativos
na
reabilitação.
Na
prática,
alguns
permanecem nas
salas
durante
os atendimentos grupais.
São
estimulados,
mas
só
eventualmente
respondem de alguma
forma.
Concluindo,
acredito
que
a
musicoterapia,
através
da
retomada
do
histórico
sonoro-musical, tem propiciado aos
idosos o
resgate
da
identidade,
da
auto
estima,
da
crença
em
suas
capacidades,
tem despertado
interesses
por
contextos
sociais
atuais
e
passados,
tem estimulado a
melhora nas
relações
interpessoais
e
ativado
aspectos
cognitivos e
emocionais;
em
muito
tem contribuído
para
a
melhora
da
qualidade
de
vida
dos
idosos
da
instituição,
principalmente
no
que
diz
respeito
ao
bem
estar
subjetivo
, a
alguns
aspectos
relacionados às
competências
comportamentais e à
qualidade
de
vida
percebida
como proposto
por
Lawton,
já
citado.
Bibliografia
BRUSCIA, KENNETH E.
Definindo
Musicoterapia.
Rio
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ERBOLATO, REGINA M.
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GOLDSTEIN, LUCILA
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Campinas,
SP: Papirus, 2000.
NERI, ANITA
LIBERASSO (org.).
Desenvolvimento
e Envelhecimento
–
Perspectivas
biológicas, psicológicas e sociológicas.
Campinas:
Papirus, 2001.
SOUZA, MÁRCIA
GODINHO C.
Musicoterapia e a
Clínica do Envelhecimento. In:
FREITAS, ELIZABETE VIANA DE - PY, LIGIA -
NERI, ANITA LIGERALESSO - CANÇADO, FLÁVIO ALUIZIO XAVIER - GORZONI,
MILTON LUIZ -
ROCHA,
SÔNIA MARIA DA.
Tratado
de
Geriatria
e
Gerontologia.
Rio
de
Janeiro:
Guanabara Koogan, 2002.
ZIMERMAN, GUITE I.
Velhice – Aspectos Biopsicossociais. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul Ltda, 2000.
Trabalho apresentado como conclusão do curso de extensão
Psicogerontologia: Fundamentos e Perspectivas
ministrado no COGEAE-PUC pela professora Delia Catullo Goldfarb,
2005.
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